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Candirú, lenda?
Por Chrony Joseph   

Image Durante muito tempo foi considerada uma lenda da região amazônica, mas o Dr. Anoar Samad - Professor chefe do Serviço de Urologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), documentou um caso. Antes algumas informações sobre o Peixe Vampiro.

 

 

 

 

 

ImageOrdem: Siluriformes

Família: Trichomycteridae

Espécie: Cirrhosa de Vandellia

 

 

 

 

 

APARÊNCIA: O candirú, chamado também os peixes do carnero, é um peixe-gato parasítico minúsculo que habita as águas da Amazônia. Podem alcançar comprimentos de 2,5 a 6 cm com uma largura de 3,5 milímetros. Com seu tamanho pequeno e corpo quase transparente o torma muito difícil de localizar. O candiru tem os ossos afiados com uma série de espinhos situados em torno da cabeça.

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HABITAT: O candiru é encontrado somente no Amazonas e não gostam do sol.

ALIMENTO: O candiru tem um apetite voraz para o sangue e vive como parasitas de peixes, mamíferos, e seres humanos. Um cientista, ao prender um candiru, deixou-o accidentalmente penetrar em um pequeno corte sua mão.

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CASO CLÍNICO (Relato do Dr. Anoar Samad  - Extraido do Arquivo H.Ellis):

Eu posso afirmar para vocês que, a do peixe Candiru, com sua capacidade de penetração em orifícios do corpo humano, é a mais pura realidade.

Urologistas que atendem em serviços de urgência estão acostumados às causas mais freqüentes de uretrorragia como cálculos impactados, infecções e até mesmo alguns casos de corpos estranhos. Mas, sem dúvida, um peixe dentro da uretra é incrível!!!

Eu atendi um paciente de 23 anos, do sexo masculino, que procurou o serviço de urgência com extrema disúria e uretrorragia, com história de que há três dias sofrera um ataque por um peixe da região amazônica conhecido pelo nome de CANDIRÚ e que o mesmo havia penetrado em sua uretra quando estava urinando dentro do rio. Referia que tentou segurá-lo, mas era muito liso e parecia ser de pequeno tamanho. Quando o examinei, o paciente apresentava-se hipocorado (+/4), com febre, forte dor no pênis, retenção urinária, uretrorragia e grande edema de bolsa escrotal.

No centro cirúrgico, e sob anestesia, realizei uma cistoscopia para diagnóstico e documentação do caso. Identificamos que o peixe era de grande tamanho (12 cm de comprimento por 1,5 de largura) ocupando toda a uretra e com impactação perto do esfíncter urinário e, provavelmente, enquanto vivo, o peixe tentou penetrar em bolsa escrotal, explicando o importante edema da mesma.

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Pensei em abrir o períneo e retirá-lo por esta via, mas o risco de infecção e de disfunção erétil seria muito alto. Foi então que após várias lavagens da uretra e sob vídeo endoscopia, consegui extraí-lo com o material endoscópico.

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O paciente permaneceu internado com cuidados clínicos inerentes ao caso e seguimento ambulatorial de 3/3 meses para avaliação e diagnóstico precoce de possíveis complicações que pudessem ocorrer, principalmente a estenose de uretra. Após o seguimento de 2 anos, a evolução foi boa, não houve estreitamento da uretra, disfunção erétil ou qualquer outra complicação, recebendo alta da urologia.

Este peixe foi tombado na coleção ictiológica do INPA (15590) e positivamente identificado como da ordem Siluriformes; Família Trichomycteridae e Gênero Plectrochilus.

Provavelmente o ataque ocorrera por alguma substância na urina humana que atraiu este peixe.

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