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Pescaria para turista
Por Marco Antônio Guerreiro Ferreira   

Bem, o robalo, como sabemos, é preferência nacional. Até bem pouco tempo atrás, aqui no Rio Grande do Norte, não era peixe muito apreciado, era peixe de segunda, pois tinha a fama de ter gosto ruim por ser uma espécie que comia morcego, lenda urbana local. De onde vinha essa fama não sei, só sei que era assim, parodiando Chicó (com licença do Suassuna).

Com o tempo isso mudou, sendo hoje bem conceituado e, portanto, bem procurado. Tudo por culpa da mídia. Egoísta, eu preferia que fosse como antes, pois teria esse tesouro só para mim.

Como já disse em outra ocasião, as pedras são seu refeitório, e é lá que vai em busca de seus petiscos, quando a maré sinaliza. É peixe madrugador e noturno, de fim de tarde em diante. O sol forte não é com ele, não comunga com os  turistas em busca de um bronzeado.

Nos mangues e rios a história é outra, se alimenta de acordo com o movimento e altura das marés, independente do horário.

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É uma opção bem interessante para os pescadores que vêm fazer turismo em nosso estado com a família, pois o tempo gasto com essa pescaria na praia é exatamente o tempo que o pessoal está despertando e se preparando para o café da manhã.

Para o litoral sul, é só escolher uma praia ao gosto do freguês. Entre as mais próximas de Natal, indicamos as praias de Tabatinga, Camurupim e Barreta. Vamos para Barreta!

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De minha casa, no bairro de Lagoa Nova, seguimos para Ponta Negra, onde tomamos a direção de Pirangi pela Rota do Sol, sempre margeando o litoral, e quarenta e quatro quilômetros depois, cravados, chegamos ao pesqueiro, no Bar do Tatá. É um pesqueiro interessante, pois faz uma enseada que serve de abrigo não só para os banhistas, mas principalmente para os barcos de pesca locais, que aproveitam as marés cheias para entrar e sair do porto seguro.  Nas marés secas, é comum ver as embarcações na areia, à espera das marés ideais.

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Na ponta dos arrecifes, local de entrada e saída dos barcos, é ponto excelente para a pesca de tarpons e xaréus, mas só nas marés bem baixas temos condições de chegar lá, ficando até começar a encher, e por pouco tempo, motivo pelo qual deixamos de pescar nesse local, pois quase sempre o horário do peixe não coincide com o nosso. Um pequeno barco com bom calado seria o suficiente para explorar o pesqueiro, ficando a distancia segura das ondas.

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Por esse motivo nos limitamos quase sempre a uma pequena enseada do lado oposto, na praia, em cima das pedras, um dos locais preferidos. Existem outros pontos, explorados também pelo pessoal que pesca com mosca, uma minoria por aqui, mas em time que está ganhando não se mexe, não é?

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Saindo bem cedinho, por volta das 4:30 horas, chegamos por volta das 5:15 horas, mais ou menos, em tempo de ver o sol sair de seu mergulho noturno no horizonte.

Tudo fechado para um café da manhã, só nos resta preparar a tralha. Como nesse ponto basicamente a pescaria é de robalo, a tralha é mais aliviada. Uma vara de 6’6 pés, até 20 libras, já está de bom tamanho, e a linha usada é de 16 libras (0,34mm), monofilamento, atada a um líder 0,52mm, de fluor ou mesmo mono. Atualmente estou dando preferência às linhas de monofilamento para o líder, porque atrapalham menos o trabalho das iscas, principalmente as pequenas. Nesse caso uso líder colado. Já quando a pesca é mais pesada, xaréus, por exemplo, e utilizando iscas grandes, aí uso líder de flúor atado com nó Albright.

As iscas podem ser de meia água ou superfície. Dou preferência às de superfície, quando o mar permite, está mais calmo, mas normalmente as de meia água são mais utilizadas. Os tamanhos variam de 9 a 12 centímetros, em média, e também os camarões artificiais, grubs, shads e jigs revezam no banco de reserva.

Mas como cada louco com sua mania, o maior robalo da foto foi  capturado pelo amigo Katiuscio com uma varinha barra leve de praia,  duas partes, para arremessos até  18 g, linha 0,23mm com líder fluorcabono 0,41mm e isca de 9cm. Como ele é um grande adepto de material leve, não se importa com o tamanho do adversário e sim com a briga. Foi assim que conseguiu capturar esse belo robalo, e até que a briga não foi essas coisas, segundo ele, pois o bicho teimou em ficar numa determinada zona, um tipo de poção, e só saiu quando se entregou, depois de 10 minutos de queda de braço. Mas com certeza ele sabia que seria solto, daí a “colher de chá”.

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Esse amigo pesca mais  com mosca do que com bait, e nesse tipo de pescaria e nesse local utiliza principalmente uma vara  # 6, linha sinking tip e streamers.

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Arremessamos de 20 a 30 metros além das pedras, e trazemos as iscas lentamente, com trabalhos de paradas e recolhimentos, com velocidades alternadas, mas sempre tendendo para o lento, a não ser quando a força e velocidade das ondas nos ditam as regras, senão é enrosco certo, pois a correnteza leva para as pedras.

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Normalmente as capturas acontecem cedo, até umas 8/9:00 horas, mas isso não é regra infalível, pois em pescaria muitas vezes a  regra é a exceção. E também não são muitos os peixes capturados, de dois a três por ponto explorado, nos bons dias, mas em compensação não raro temos surpresas quanto ao tamanho. Mas sempre vale a pena, e depois disso é se reunir com a família e curtir a praia, sempre imaginando que tipo de peixe e de que tamanho está escondido em cada pedra. A pescaria nunca termina, mesmo que só na imaginação. Eita bicho fanático que é pescador!

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